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Crime Ambiental

Polícias do Amazonas realizam operação contra desmatamento ilegal

Operação visava prender 35 suspeitos de comércio ilegal de madeira

02.06.20 19:31

Todo o material era vendido ilegalmente, misturado a peças devidamente regularizadas. (Marcelo Camargo | Agência Brasil)

Todo o material era vendido ilegalmente, misturado a peças devidamente regularizadas. (Marcelo Camargo | Agência Brasil)

Policiais civis e militares do Amazonas realizaram hoje (2) uma operação para deter 35 pessoas suspeitas de participarem de um suposto esquema de desmatamento e comércio ilegal de madeira. O grupo também é suspeito de planejar ações contra delegados que ameaçavam o esquema.
Além de mandados de prisão temporária, os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão recolhendo documentos, aparelhos eletrônicos e objetos que podem ser úteis à investigação e que foram encontrados em endereços residenciais e comerciais ligados aos suspeitos.
Os mandados judiciais foram cumpridos em Manaus e em Manacapuru, na região metropolitana da capital do estado. Segundo a secretaria estadual de Segurança Pública, agentes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil, já vinham monitorando o grupo há cerca de quatro meses.
Os investigadores estimam que, em apenas dez meses, os investigados extraíram cerca de 9 mil árvores centenárias de regiões de mata nativa de Manacapuru. Todo o material era vendido ilegalmente, misturado a peças devidamente regularizadas.
De acordo com a secretaria estadual, interceptações telefônicas e outros indícios de crime já reunidos apontam que empresários moveleiros, donos de ao menos 12 serralherias, extratores ilegais e motoristas particulares participavam do esquema. Agentes públicos também estão sendo investigados, suspeitos de receber propina para liberar cargas ilegais.
A ação deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje (2) recebeu o nome de Operação Flora Amazônica e contou com a participação de servidores do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam); do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema).

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