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Política

Recompensa por Maduro pode chegar em US$ 15 milhões

Nicolás Maduro é acusado nos EUA por narcotráfico

26.03.20 13:33

Presidente Nicolás Maduro  (Yuri Cortez | AFP)

Presidente Nicolás Maduro (Yuri Cortez | AFP)

Foi anunciado hoje pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em comunicado, uma recompensa por qualquer informação que permita a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, acusado de "narcoterrorismo" pela justiça americana.
Segundo o anúncio, a recompensa pode chegar em até US$ 15 milhões por Maduro e US$ 10 milhões para informações "que possibilitem prender e/ou condenar" outras pessoas próximas ao líder socialista.
Acusação
Ao mesmo tempo, o procurador-geral americano, Bill Barr, anunciou que o presidente e vários membros de seu regime foram acusados de “narcoterrorismo” nos Estados Unidos.
Eles são acusados de "terem participado de uma associação criminosa que envolve uma organização terrorista extremamente violenta, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e de um esforço para inundar os Estados Unidos com cocaína", afirmou Barr em coletiva de imprensa virtual.
As autoridades americanas apontam Maduro como líder da organização de narcotráfico Cartel de Los Soles, que, segundo eles, envolveria políticos do alto escalão e membros das forças militares e judiciárias venezuelanas. Barr afirmou que entre 200 e 250 toneladas de cocaína foram enviadas sob a proteção do governo venezuelano.
Maduro, sucessor de Hugo Chávez em 2013, foi reeleito para um segundo mandato em 2018, após um boicote eleitoral da oposição, que rejeitou os resultados por considerá-los fruto de fraudes, assim como grande parte da comunidade internacional. 
Os Estados Unidos, assim como outros 50 países, apoiam o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), que reconhecem como presidente interino desde janeiro de 2019. 
Desde então, o governo de Donald Trump vem pressionando pela saída de Maduro do poder, a quem ele chama de "ditador", com uma bateria de sanções econômicas. Mas Maduro conserva o apoio da China, Rússia e Cuba.

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