Atualizado em 06/06/2022 por Pedro Moraes
A Operação do Grupo Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Graeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) identificou e prendeu um policial civil nesta segunda-feira (6). O agente recebeu denúncia de crimes de lavagem de dinheiro, agiotagem e fraude em licitação.
A operação emplacou mais 11 mandados de busca e apreensão ligados ao policial. Conforme a denúncia do MPRJ, ele ocultou a posse de bens e valores provenientes das infrações penais.
O policial civil também teria envolvimento na aquisição e transferências da propriedade de bens no município de Bom Jesus do Itabapoana, no noroeste fluminense.
Ainda de acordo com o MP, aplicações iniciais realizadas pelo Grupo de Apoio aos Promotores evidenciaram que “o denunciado era sócio de inúmeras empresas, tinha veículos luxuosos e residia em uma casa de alto padrão localizada no Centro de Bom Jesus do Itabapoana”.
Nesse sentido, as apurações relataram ainda que o agente cometeu várias irregularidades no período de 10 anos. “Todas voltadas ao incremento de seu patrimônio, incompatível com os ganhos advindos da atividade de policial civil”, descreveu o MP.Por fim, questões como relações de parcerias com políticas da região ficaram claras através da escuta dos áudios, segundo o MP do Rio de Janeiro.
Graduando em medicina na Universidade Nova Iguaçu (Unig), na Baixada Fluminense, o policial apresentava incompatibilidade geográfica e temporal entre a graduação, de turno integral, e a atividade enquanto agente civil, conforme os promotores.
“No ano de 2016, quando o denunciado iniciou a faculdade em Itaperuna, esteve lotado em Italva, Campos dos Goytacazes e Bom Jesus do Itabapoana, municípios distantes da sede da Unig”.