Caso Madeleine McCann: Promotor revela prova que pode ligar principal suspeito ao crime

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Caso Madeleine McCann: Promotor revela prova que pode ligar principal suspeito ao crime

Novas evidências ligando Christian Brueckner ao caso de Madeleine McCann foram encontradas pela polícia alemã. Durante um programa de televisão portuguesa, o promotor Hans Christian Wolters deu mais detalhes sobre a investigação e disse ter certeza que o alemão, principal suspeito do desaparecimento, é realmente o culpado.

Na terça-feira, dia 3, o caso da menininha completou 15 anos, e recebeu um episódio especial no programa “sábado”. A jornalista Sandra Felgueiras, que conduzia a entrevista, perguntou ao promotor se era verdade que eles haviam encontrado evidências ligadas a Madeleine dentro da van de Christian Brueckner.

Em um primeiro momento, Hans disse que não podia comentar maiores detalhes sobre a investigação. “Mas você não pode negar? ” Insistiu a comunicadora. “Eu não quero negar isso”, admitiu ele.

A história do desaparecimento

O desaparecimento ocorreu em 2007, enquanto a pequena Madeleine passava férias com a sua família na Praia da Luz, na cidade portuguesa de Algarve, em um hotel.

A menina estava no quarto do hotel com seus irmãos, gêmeos na época com 2 anos, quando desapareceu. No momento de seu sumiço, seus pais, os médicos Kate e Gerry McCann, haviam saído para jantar num restaurante perto do hotel. Quando chegaram no quarto, não acharam Madeleine e acionaram a polícia local.

O caso repercutiu mundialmente fazendo com que reabrissem o caso algumas vezes, mas até hoje sem um ponto final.

Entenda a relação de Christian com o crime

De acordo com os sites Daily Mail e The Sun, a prova citada seriam fios do pijama rosa da garotinha que foram encontrados na van de Christian, de 44 anos. Ainda durante a entrevista, o promotor disse ter convicção de que o alemão é o culpado pela morte da pequena britânica.

“Nós temos certeza de que ele matou Madeleine McCann”, afirmou ele.

Entretanto, ele relatou não estar tão certo de que o sequestro seria coisa do alemão, podendo ter sido realizado por outra pessoa. “Acho que encontramos alguns fatos novos, algumas novas evidências, não evidências forenses, mas evidências”, completou Hans. Um possível álibi do suspeito foi revelado.

Segundo Christian, ele estava fazendo sexo com uma mulher alemã dentro de sua van quando Madeleine estava sendo sequestrada.

No dia 22 de abril, Brueckner foi finalmente indiciado pela polícia portuguesa. Em junho de 2020, o nome dele surgiu na história pela primeira vez. Atualmente preso na Alemanha por outros crimes, ele teria morado na região de Algarve, em Portugal, durante os anos de 1993 e 2007, quando Madeleine desapareceu. Segundo o Escritório da Promotoria de Braunschweig, na época, o homem cometia uma série de crimes, incluindo roubos em apartamentos e complexos hoteleiros, além de estar envolvido com tráfico de drogas.

Desde então, autoridades afirmaram analisaram o caso como de homicídio, e não mais desaparecimento. “Nós supomos que a menina esteja morta”, disse o promotor Wolters em uma coletiva de imprensa no dia 4 de julho de 2020. De acordo com ele, havia “evidências concretas” sobre o assassinato de Madeleine que ainda não podiam ser reveladas para não prejudicar a investigação de Brueckner. A partir daí, propriedades e canteiros ligados ao homem foram vasculhados em busca de possíveis restos mortais da garotinha.

Já em maio de 2021, a polícia alemã mostrou-se confiante de que a história poderia finalmente ser desvendada. Os oficiais afirmaram ao jornal The Mirror que Madeleine teria sido morta em Portugal. Antes, a teoria era de que Christian teria sequestrado a criança na Praia da Luz e a levado para Alemanha, onde morava. “Estou otimista de que vamos resolver esse caso”, afirmou o promotor Wolters.

A conclusão se deu depois que a polícia alemã investigou um lote onde Brueckner morava. “Como Christian não tinha lote na época do desaparecimento de Maddie, ele não poderia ter enterrado um corpo lá”, esclareceu Wolters. O advogado do suspeito, Friedrich Fulsher, negou as acusações, afirmando que seu cliente não tem nenhuma ligação com o crime.

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